ÁREA DE ATUAÇÃO

Psicoterapia para pensamentos e comportamentos suicidas

Pensamentos suicidas podem variar desde desejos de morrer ou de não estar mais vivo até pensamentos mais específicos sobre suicídio, com ou sem intenção ou planejamento. Também podem existir comportamentos preparatórios ou histórico de tentativas.

Essas experiências costumam ocorrer em contextos de sofrimento psicológico intenso e precisam ser compreendidas com cuidado. Falar abertamente sobre suicídio em um espaço profissional não aumenta o risco e pode ser um passo importante para avaliar o que está acontecendo e construir formas de proteção e cuidado.

Como isso pode aparecer no cotidiano

  • Desejo de morrer ou de não estar vivoPensamentos como desejar não acordar, desaparecer ou não precisar mais continuar vivendo.
  • Pensamentos sobre suicídioPensamentos recorrentes sobre tirar a própria vida, que podem variar em frequência, intensidade e duração.
  • Planejamento ou preparaçãoEm alguns momentos, os pensamentos podem se tornar mais específicos e envolver intenção, planejamento ou comportamentos preparatórios.
  • Histórico de comportamento suicidaTentativas anteriores, tentativas interrompidas ou outros comportamentos relacionados ao risco suicida são informações importantes para compreender o risco atual.
  • Desesperança e sensação de não encontrar saídaMomentos em que o sofrimento parece insuportável e a pessoa tem dificuldade de perceber alternativas para a situação atual.

Como a psicoterapia pode ajudar

O acompanhamento começa por uma avaliação cuidadosa dos pensamentos e comportamentos suicidas, considerando sua frequência, intensidade, duração, presença de intenção ou planejamento, histórico de tentativas, fatores de risco e recursos de proteção.

Na psicoterapia, o suicídio não precisa ser tratado como um assunto que deve ser evitado. O trabalho pode envolver a compreensão das situações que precipitam crises, identificação de sinais de alerta, construção de um plano de segurança e desenvolvimento de estratégias para atravessar períodos de maior vulnerabilidade.

Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), também podemos trabalhar fatores relacionados ao sofrimento suicida, como desesperança, dificuldade de resolução de problemas, interpretações muito negativas sobre si mesmo ou sobre o futuro e padrões de comportamento que aumentam a vulnerabilidade durante crises.

Quando necessário, o acompanhamento é articulado com psiquiatra, outros profissionais de saúde e pessoas da rede de apoio, sempre considerando a segurança e as necessidades de cada paciente.

Como funciona meu trabalho

A prevenção do suicídio é uma das áreas centrais da minha atuação clínica e de pesquisa.

O acompanhamento começa com uma avaliação do risco atual e da história de pensamentos e comportamentos suicidas. Além de compreender o sofrimento que a pessoa está vivendo, buscamos identificar situações associadas às crises, sinais de alerta, fatores que aumentam ou reduzem o risco e recursos que podem ser acionados em momentos de maior vulnerabilidade.

A partir dessa avaliação, construímos um plano de acompanhamento individualizado, utilizando principalmente a Terapia Cognitivo-Comportamental e intervenções respaldadas por evidências científicas. O tratamento pode incluir planejamento de segurança, estratégias de manejo de crises, fortalecimento da rede de apoio e intervenções voltadas aos fatores psicológicos relacionados ao risco suicida.

O risco é reavaliado ao longo do acompanhamento e, quando necessário, podem ser recomendados acompanhamento psiquiátrico, participação de pessoas da rede de apoio ou outros níveis de cuidado.

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Em situações de risco imediato

O atendimento psicológico online não substitui serviços de urgência e emergência quando existe risco imediato de suicídio.

Se você acredita que pode se machucar ou tentar suicídio nas próximas horas, procure ajuda imediatamente: ligue para o SAMU (192), vá a uma UPA, pronto-socorro ou serviço de emergência, ou peça a alguém de confiança para permanecer com você enquanto busca atendimento.

O CVV — 188 oferece apoio emocional gratuito, 24 horas por dia, mas não substitui um serviço médico de emergência em situações de risco iminente.

Dúvidas frequentes

Está difícil lidar sozinho com esses pensamentos?

Você não precisa chegar à primeira sessão sabendo explicar tudo o que está acontecendo. Podemos começar compreendendo o que você tem vivido, avaliando sua segurança e pensando nos próximos passos do cuidado.

Se houver risco imediato de suicídio, procure um serviço de urgência ou ligue para o SAMU (192).